quinta-feira, 4 de março de 2010

quarta-feira, 3 de março de 2010

Estudantes e movimentos sociais na luta pelo debate sobre Parque Tecnológico

Foto:  Leandro Silva
Na tarde do dia 3 de março estudantes realizaram manifestação pela retirada do projeto do Parque Tecnológico da pauta do Conselho Universitário da UFRGS. O ato iniciou com uma aula pública sobre o projeto, na qual estudantes, servidores e professores apresentaram os termos da proposta em tramitação, apresentaram suas dúvidas e manifestaram suas opiniões. Apesar da realização da atividade ainda em período de férias, ela contou com a participação de centenas de estudantes.
Durante a aula pública, os manifestantes receberam a informação que os portões da Universidade estavam sendo trancados. Tratava-se da marcha das mulheres da Via Campesina, que se deslocava do Parque Harmonia para solidarizar-se com os estudantes da UFRGS. Subitamente todos os que se encontravam no campus central viram-se encarcerados pela Reitoria no espaço que supostamente é público. Ninguém entraria, ninguém sairia, até que as mulheres em marcha desistissem da idéia de levar o povo para um espaço público. Houve empurra-empurra e agressões a estudantes por parte da segurança, até que os manifestantes conseguissem garantir a entrada dos movimentos sociais no campus.
Da parte dos manifestantes uma única reivindicação: democracia. A discussão de um tema tão polêmico e de extrema relevância para o futuro da Universidade deveria passar por um amplo debate social. Não foi o que entendeu a Administração Central da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Uma comissão representando as entidades e movimentos sociais presentes no ato foi recebida pelo Reitor Carlos Alexandre Netto e seu vice, Rui Oppermann no saguão do prédio central da UFRGS. Mesmo frente aos apelos dos manifestantes, a Reitoria declarou que não retirará o projeto da pauta do Conselho Universitário, com sessão marcada para a próxima sexta-feira (05/03).
Após o dia agitado e a forte mobilização, os manifestantes saem com uma certeza: a vitória definitiva só será alcançada com muita pressão. Um novo ato está sendo convocado para a próxima sexta-feira, antes da votação do CONSUN, visando sensibilizar os conselheiros pela retirada do projeto da pauta.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Retirar o projeto do Parque Tecnológico da pauta já!

Parque Tecnológico da UFRGS: você sabe o que é isso?

Está tramitando no Conselho Universitário um projeto de implantação de um Parque Tecnológico na UFRGS, completamente desconhecido pela imensa maioria da Comunidade Acadêmica e pela sociedade como um todo.

Já houve a tentativa de aprovação deste projeto durante as férias, no dia 15 de janeiro (sem sucesso por falta de quórum), quando a Reitoria pôde observar que diversos setores da Universidade exigem a abertura do debate na Universidade antes da aprovação do projeto. Mesmo a par da solicitação de diálogo, novamente a Reitoria tentará aprovar este projeto no período de férias, marcando a reunião do CONSUN para o dia 05/03!

Chamamos toda a Comunidade Universitária e a sociedade civil para uma grande manifestação com uma aula pública popular para esclarecer e discutir este projeto. Pela retirada imediata do projeto de Parque Tecnológico da pauta de votação do CONSUN até que seja aberto um amplo debate na Comunidade Universitária!

Aula publica pela retirada do projeto do Parque Tecnologico da pauta do CONSUN
Quarta (03/03)
13h30 na FACED


FÓRUM DE MOBILIZAÇÃO DO PARQUE TECNOLÓGICO
Grupo de Trabalho Universidade Popular / Coletivo de Mulheres UFRGS
http://gtup.wordpress.com

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Sexo líquido, universo fluido...



Mojándolo todo
Luis Eduardo Aute

Tendida,
con los muslos como alas abiertas,
dispuestas al vuelo.. me incitas,
me invitas a viajar por lácteas vías
y negros agujeros levemente desvelados
por tú mano que juega
por pudores y sudores enjugando
entre pétalos de carne, el estigma
de tu flor más desnuda,
Mojándolo todo...
Volando por universos de licor.

Húmedas llamas
los labios que con tus dedos
delicadamente delatas, dilatas para mí,
mostrándome, obscena la cueva del milagro
por donde mana el líquido rayo de la vida,
incandescente fuente, lechosa lava,
salpicaduras de agua profunda que inunda
Mojándolo todo...
volando por universos de licor.

Mi boca
besando tus labios incendiados
se dispone a beber en tu cáliz de polen y licor
y, entre zumos y zumbidos de olas y alas,
libidinosamente libar el néctar
de la flor de tus mareas...
lamiendo la miel salada que te fluye
y quema mi lengua que vibra,
lasciva, entre savia y saliva
mojándolo todo...
volando por universos de licor

Mis alas
de cera batiendo combatiendo tu fuego
en oleadas de ardientes espumas y plumas
e Ícaro volando tan alto, tan alto...
que a punto de entrar en el jardín del Edén,
fundido su vuelo por tu derramado sol,
cae, como el ángel exterminado,
al mar de los naufragios,
mojándolo todo...
volando por universos de licor.


sábado, 20 de fevereiro de 2010

O Dia da Mulher nasceu das mulheres socialistas

Por Vito Giannotti, 8 de março de 2004 Leia também: Datas básicas sobre a origem do 8 de Março

Quando começou a ser comemorado o Dia Internacional da Mulher? Quando começou a luta das mulheres por sua libertação? Qual é a influência do movimento socialista na luta das mulheres? E o 8 de Março, como nasceu? A data teve origem a partir do quê? Onde? Estas e outras questões mereceram uma atenção especial em 2003, quando nos jornais e na Internet apareceram repetidamente versões diferentes. Todas, no entanto, esqueceram a palavra-chave, que está na luta da mulher por sua libertação: mulher “socialista”.

Em 2003, nas vésperas do 8 de Março, o jornal cearense O Povo publicou um longo artigo de uma professora da Universidade Federal do Ceará (UFCE) que deixou muita gente assustada. O mesmo aconteceu com vários artigos que circularam pela Internet.



Para encarecer a dose, logo após a comemoração do Dia Internacional da Mulher, em 2003, o novo jornal que acabara de sair, Brasil de Fato, no seu número 1, também trazia um artigo da mesma professora da UFCE, Dolores Farias, que reafirmava o que ela havia escrito no jornal O Povo, dias antes.