segunda-feira, 24 de maio de 2010

Ser mulher no século XX e XXI:

O legado de Susan Sontag e Grabrielle (Coco) Chanel
-26 de maio das 18 às 20h30



O mito do amor romântico que leva ao casamento e à felicidade é uma invenção do fim do século XVIII. Nas últimas décadas, a expectativa quanto ao casamento como o caminho para a realização pessoal cresceu muito. A decepção e a insatisfação cresceram junto.

A expectativa quanto à felicidade que o amor deve proporcionar complicou o casamento e outras relações possíveis, pois exige do casal um esforço inédito para que as coisas dêem certo. Essa nova realidade é uma enorme fonte de stress e depressão.

O grupo de discussão propõe-se analisar as relações entre sexualidade e política e colocar em questão que talvez o problema não seja do sujeito, mas da incapacidade do casamento em cumprir as promessas de felicidade.

Por que o (a) solteiro (a), o (a) separado (a) e sujeitos que optam por outras formas de vivências fora do modelo padrão do casamento são tratados como perdedores? Por que é difícil falar de felicidade se você vai contra a norma social, que é casar-se e constituir um lar tradicional.

No meio literário, na cultura, mulheres como Susan Sontag, Coco Channel e, muitas outras merecem destaque, e devem ser lembradas por serem mulheres de muita expressão no cenário mundial devido à reflexão que seus textos, produções e opções de vida incitam em nós leitores (as) acerca do papel da mulher na sociedade. Reivindicaram direitos de visibilidade e atuação concreta no dia-a-dia de uma sociedade e, antes de tudo, lutaram para se encontrar e encontrar seu lugar no mundo sem sentir vergonha ou constrangimentos, situaram o lugar dos seus desejos.

A partir da reflexão sobre as trajetórias de vida de Susan Sontag e Coco Chanel, faremos o debate sobre o mito do amor romântico e o consumo da utopia romântica. Ou seja, como se conecta o amor com a cultura do capitalismo tardio buscando compreender as formas e os mecanismos mediante os quais se produz a intersecção das emoções românticas com a cultura, economia e organização social do capitalismo avançado.

Uma reflexão a partir de:
El Consumo de La Utopía Romántica: El Amor y Las Contradiciones Culturales del Capitalismo. Illouz, Eva. Buenos Aires, Katz, 2009.
Diários Susan Sontag 1947-1963. Rieff David. Companhia das Letras,2009.
Against Love – A Polemic (Contra o Amor – Uma Polêmica). Kipnis, Laura.
O Evangelho de Coco Chanel: Lições de Vida da Mulher mais Elegante do Mundo. Karbo,Karen.
Coco Chanel. A Biography. Madsen, Axel. Bloomsbury UK.


Coordenação: Márcia Esteves de Calazans, Psicóloga Social. Mestre em Psicologia Social e Institucional pela UFRGS. Doutora em Sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Dedica-se aos estudos com enfase na Psicologia Social , Sociologia do Trabalho e das Organizações e Sociologia da Cultura.


Informações e inscrições pelos telefones: 3062-7282/ 9261-8315
Visite o sítio :
www.marciacalazans.com.br

quinta-feira, 20 de maio de 2010

III Encontro de Mulheres UFRGS

Já estamos organizando o III Encontro de Mulheres UFRGS, que se realizará nos dias 18 e 19 de junho, no auditório da Faculdae de Economia UFRGS.


Aguardem mais informações na semana que vem!!


"Liberdade, ou é para tod@s ou é tudo por nada!"

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Ladyfest 2010, com Team Dresch no Brasil!!

LADYFEST BRASIL 2010

10 ANOS DE FEMINISMO JOVEM RADICAL

A primeira edição do festival cultural feminista Ladyfest aconteceu a exatos 10 anos atrás em Olympia, nos EUA.

Em 2004, a primeira edição brasileira tomou vários espaços da cidade de São Paulo para abrir caminho pra mais 4 edições que vieram nos anos seguintes. Em cada edição o público foi crescendo, chegando sempre na casa dos milhares, e a cobertura da midia grande e alternativa também se expandiu.

Celebrando uma cena de jovens mulheres em busca de igualdade usando meios faça-você-mesma e carimbando na história dos movimentos sociais de esquerda no Brasil uma produção cultural revolucionária sem precedentes, a edição brasileira do festival esse ano comemora não só a criação de um movimento contra cultural, mas a manutenção de um ideal, seja através de atitudes, questionamentos ou resistência gritada ao topo dos pulmões, em letras de música, fanzines e arte de rua.

O Ladyfest Brasil 2010 celebra não só a renovação política que movimentos jovens feministas como o riot grrrl trouxeram para a cena punk brasileira, mas todas as mulheres que, após longo ou breve contato com o ativismo feminista cultural, levaram esse ideal de forma séria e eterna pra suas vidas, mantendo seu discurso feminista atual e intacto, sem abrir concessões.

O Ladyfest Brasil 2010 é organizado por Anelise Csapo, Elisa Gargiulo, , Marcela Mattos, Adriessa Oliveira, Bruna Mantese, Bruna Provazi e Elaine Campos.

E esse ano nós da organização temos o orgulho e o prazer de anunciar a presença de uma das maiores inspirações musicais e políticas para a cena punk feminista.
Direto de Portland, EUA, Team Dresch.
O festival ocorre entre os dias 15 e 23 de maio nas cidades de São Paulo e Santos.




Mais informações:
http://ladyfestbrasil2010.blogspot.com/

terça-feira, 4 de maio de 2010

Ocupação Casa do Estudante UFRGS pelas Mulheres 29/04/1980



SOBRE O MOVIMENTO PELA ENTRADA FEMININA NA CEU DOS ANOS 80
Rualdo Menegat

O movimento pela entrada das mulheres na Casa do Estudante Universitário da UFRGS gerou uma das maiores discussões sobre costumes na história de Porto Alegre no início dos anos 80. Por meio de uma reivindicação simples à visita de mulheres numa casa de estudantes, esse movimento mostrou toda a perversidade cotidiana que reinava na universidade e na sociedade nos anos de chumbo: os colegas dedos-duro convivendo sob o mesmo teto, as associações estudantis pelegas, a hipocrisia e o descaso das autoridades universitárias, o autoritarismo fora de controle, o preconceito contra a mulher...

O movimento, contudo, conseguiu ir muito além da reivindicação: de forma criativa, contagiou a todos e a todas e aprofundou a discussão sobre repressão sexual na juventude, modo de vida e liberdade. Desafiando o poder das baionetas, tornou-se um paradigma no Brasil e, em pouco tempo, foi derrubada qualquer restrição à entrada feminima ou masculina nas casas de estudantes brasileiras. Mas, fundamentalmente, mostrou que era possível derrotar o terror e o medo com a união de tod@s. Que era possível sonhar e realizar o sonho em plena ditadura militar.

Foi um acontecimento todo ele bonito. Exemplar. Vigoroso. Revolucionário. Que sinalizou como a vida poderia ser diferente quando não há autoritarismo e repressão. Quando respeitamos o outro sem preconceito e com toda a humanidade que nos é possível.